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Informativo Barãozinho Ano 3 - Número 5
Folha online
Barãozinho completa cinco anos de atividades
24/09/2007

Barãozinho completa cinco anos de atividades

Este mês, a Associação Barãozinho, vinculada ao Hospital Barão de Lucena (HBL), completa cinco anos de atividades. O diminutivo da palavra é por conta dos pequenos pacientes que a entidade beneficia e que estão internados na enfermaria pediátrica da unidade estadual de saúde. São meninos e meninas, de 0 a 12 anos, que precisam de tratamento e acompanhamento médico. A associação foi fundada em 2002, apesar da pouca idade, eles têm uma forma espontânea e positiva de encarar as dificuldades decorrentes das doenças.

A Associação funciona dentro do hospital, mas é independente e se mantém com recursos doados por voluntários. Médicos, enfermeiros, assistentes sociais, empresários, donas de casa, pais e mães doam trabalho, paciência e dedicação. Para colaborar basta ter boa vontade.

“Foi uma iniciativa dos profissionais do hospital ao perceberem os problemas enfrentados pelas mães carentes. É uma forma de darmos assistência às crianças que estão internadas e uma colaboração às famílias que não têm recursos financeiros para continuarem os tratamentos médicos”, explicou a diretora de planejamento do Barãozinho e chefe da unidade pediátrica, Valéria Bezerra. Mais de 200 crianças são internadas por mês na pediatria, e quase duas mil já passaram pela Associação Barãozinho.

O ambiente preferido da criançada é lúdico, e, não poderia ser diferente. A brinquedoteca, como foi denominada, é colorida e repleta de brinquedos, livros, cavalinhos de madeira, mesinhas e cadeiras; o clima é agradável e alegre. “É onde esquecem as dores e os sofrimentos”, considera a recreadora e assistente social, Alba Lúcia de Carvalho, responsável por elaborar brincadeiras educativas e, ao mesmo tempo, pedagógicas para as crianças.

A bata cor-de-rosa usada por Alba, nos dias de acompanhamento, foge ao tradicional. “É para não me associarem aos médicos ou enfermeiras, pois esses são vistos normalmente, como pessoas que causam as dores, por conta da aplicação de injeções e procedimentos médicos”, explica. Segundo ela, as atividades ajudam na recuperação e os resultados são significativos na saúde dos pequenos pacientes. “Mas se engana quem pensa que o direito de brincar se restringe a meninada. Os pais aproveitam o momento de descontração para interagirem com os filhos. É isso que buscamos”, explica Alba.

Edjane Barbosa dos Santos, 21 anos, é mãe do pequeno João. O menino de dois anos teve traumatismo craniano e foi operado na última semana no HBL. A fratura não deixou seqüelas neurológicas e, segundo a médica que acompanha o caso, o garoto está clinicamente estável. “Meu filho está bem, e se recuperando rápido. Passo horas com ele aqui dentro brincando e até me divirto. É uma forma de conseguirmos superar os traumas”, disse Edjane.

Cada criança passa, em média, oito dias internada. De acordo com a diretora Valéria Bezerra, este tempo é suficiente para orientar os familiares. “Queremos ultrapassar o assistencialismo. O objetivo maior é atingir a família, aproveitar os dias de internação para educar e conseguir uma maior integração com eles. São freqüentes os casos de maus tratos e descuido com os próprios filhos”, disse. Os pais que não têm condições de adquirir medicamentos infantis para combater a desnutrição, fraldas descartáveis, equipamentos médicos e até materiais de higiene podem conseguir com a Associação.

O Barãozinho tem pelo menos cinco fontes de arrecadação de renda, entretanto as principais doações são de voluntários do próprio Hospital Barão de Lucena. Funcionários destinam uma renda mensal da produtividade, um quiosque, que fica no térreo da unidade, vende artigos diversos e uma vez por mês, a entidade organiza uma feira de roupas e produtos usados. As despesas, apenas com as crianças, chegam a R$ 3 mil. Para angariar recursos a instituição também faz reciclagem dos tubos de soro do HBL, mais de 400 quilos são arrecadados por mês.



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